Na Escola Básica e Secundária de Santa Cruz,Memórias (re)criadas de memória

 Os 5 Continentes – Memórias de Africa, foi um projecto levado a cabo pela Escola Básica e Secundária de Santa Cruz que visou sensibilizar os jovens que frequentam aquele estabelecimento de ensino para as Artes e, ao mesmo tempo, levá-los a um profundo conhecimento do Continente Africano através da exploração dos meios de expressão  (tridimensionais) e exploração de técnicas com a utilização de materiais como o pape, cola e tintas para “pattine”.

Nascido a partir de uma visita de estudo efectuada pelos alunos daquele estabelecimento de ensino, à exposição de Arte Africana originária do Zimbabué, da Fundação Berardo, o trabalho, no qual participaram os alunos Filipe, Lisete, Diogo, Susana, Ana Marília, Bryan, Marisa, Dário, Liliana, Carlos, Iolanda, Roberto, Arlindo, José, Tatiana, David, Anabela, Maria João, Cristina, Daniel e Pedro Miguel, do 5º C, visou, sob a orientação dos professores de Educação Visual e Tecnológica, José Batista Fernandes e Roberto Joaquim, a sensibilização para a (re)criação de máscaras através da memória, acabando por constituir tema de uma exposição que esteve patente, na cantina da Escola, até ao passado dia 11 deste mês.
Sem dúvida que o trabalho proporcionou, aos alunos, não apenas um contacto mais vasto com a arte africana e, obviamente, com a colecção da Fundação Berardo, uma das mais importantes do mundo, alargando, dessa forma os seus horizontes e cultura geral, mas, também, oportunidade para o despertar, nos alunos daquele estabelecimento de ensino, a atenção para a possibilidade de, com materiais muitas vezes pouco utilizados, ou mesmo considerados ‘lixo’, criar obras de enorme sensibilidade e expressividade, como é o caso destas máscaras que a “Olhar” apresenta neste espaço.

O significado das máscaras africanas

As máscaras africanas, em geral, têm um papel sagrado na sua representação. O sagrado deriva da crença de que há uma divindade presente em cada máscara, com capacidade de afectar tudo o que estiver em torno dela. As máscaras simbolizam, portanto, espíritos naturais e são utilizadas durante as cerimónias associadas a novas colheitas, às iniciações masculinas e femininas, casamentos, nascimentos e também funerais, pacificando o espírito na passagem para o sobrenatural. Em alguns casos ela é associada à fertilidade da mulher. 
As máscaras também supervisionam as circuncisões, espantam os maus espíritos, reverenciam os presentes concebidos pelos Deuses (o sol, a terra e a chuva), trazem saúde para os recém-iniciados na vida adulta, e, acima
de tudo, participam das cerimónias de iniciação, marcando a fase em que as crianças passam a ser consideradas adultos.

Fonte: Jornal da Madeira/Revista Olhar/2007/05/19

http://www.jornaldamadeira.pt

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