Conselheiro Aires de Ornelas

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O Conseleiro AIres de Ornelas Vasconcelos nasceu na freguesia da Camacha a 5 de Março  de 1866, filho do Concelheiro Agostinho de Ornelas de Vasconcelos e de D. Maria Joaquina Saldanha da Gama. Pela ascendência paterna pertence a uma das mais distintas familias madeirenses e pela linha materna é neto dos Condes da Ponte.

Estudou no Colégio de Campolide, cursou na Escola Politécnica e na Escola do Exército, foi despachado alferes em 1889, fazendo parte da Armada do Estado Maior. Consagrou-se especialmente aos estudos doa assuntos coloniais, efectuando no distrito de Lourenço Marques as diversas comissões militares e diplomáticas, ai deram-lhe maior autoridade, sendo considerado no nosso país, como um dos homens públicos com o mais vasto e profundo conhecimento sobre as nossas questões ultramarinas com as outras potências coloniais.

Representou o governo Português no congresso militar que se reuniu em Madrid, por ocasião do centenário de Colombo, fazendo mais tarde como delegado técnico, parte da célebre conferência de Haia. Participou em múltiplos eventos de caráter militar e de extrema importância para o país, contribuindo de forma decisiva para a expansão do território nacional. Foi também escolhido para, juntamente com o almirante Hermenegildo Capelo e o capitão  da fragata Ernesto de Vasconcelos, formar a Comissão Técnica que foi discutir com os ingleses a questão dos limites de Barotze submetida à arbitragem do Rei de Itália.  Foi parte activa nesta missão e especialmente na elaboração da memória justificativa dos direitos de  Portugal.

 Aires de Ornelas foi eleito pelo conselheiro João Francisco, para gerir a pasta  da Marinha e Ultramar. Foi titular desta pasta em 1907 e aconpanhou o princípe real D. Luís Filipe às nossas colónias ultramarinas da África Ocidental e Oriental. Depois de tantos contratempos em sua vida, como o envolvimento nos acontecimentos politicos nas tentativas de restauração da monárquia, foi preso e durante longos meses esteve encerrado na Penitenciária e na Fortaleza de S. Julião da Barra.

Colaborou em muitos jornais e revistas, tendo sido durante alguns anos director do Diário Nacional. Foi deputado pela Madeira na sessão legislativa de 1918 e foi também eleito deputado por um dos círculos do Continente, em Janeiro  de 1922. Faleceu em Lisboa a 14 de Dezembro de 1930, sendo os seus restos mortais transferidos para o cemitério das Angústias, em São Martinho, no Funchal em 1934. Encontra-se em sua memória, uma estátua no Largo da Achada na Camacha.

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